ALEM - Alem - 3ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais femininas de Belo Horizonte pede um mundo melhor, sem racismo, machismo e homofobia - News

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on 14.08.2007 (2288 reads)
Alem



Por Márcia Yáskara Guelpa
24/07/07



Como parte integrante da semana do orgulho GLBT da capital mineira Belo Horizonte, centenas de lésbicas e simpatizantes marcharam pelo centro na cidade no sábado, dia 21 de julho, e pediram um mundo melhor, sem racismo, machismo e homofobia.


Sob a batuta de Soraya Menezes, presidente da ALEM - Associação de Lésbicas Mineiras, e ao ritmo de músicas tocadas por um trio elétrico para lá de assanhado, as manifestantes caminharam pela Avenida Afonso Pena, clamando por uma sociedade melhor e mais justa a partir da eqüidade da gênero e o direito de serem respeitadas em seus direitos fundamentais independente de raça, cor, etnia e orientação sexual.

Fonte:http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_especial_38.htm

on 14.08.2007 (2366 reads)



Por Márcia Yáskara Guelpa
24/07/07



Com uma programação voltada para a Saúde e Visibilidade, a Associação Lésbica de Minas promoveu na sexta-feira, dia 20, um seminário no auditório da Secretaria de Direitos Humanos de Cidadania, em Belo Horizonte, no qual foram discutidos vários assuntos pertinentes ao universo de lésbicas do Brasil.


Entre os vários temas discutidos, destaque para alguns que abordaram a história do movimento nacional de lésbicas, feito com precisão por Marisa Fernandes do CFL – Coletivo de Feministas Lésbicas; resgate histórico da construção dos seminários nacionais de lésbicas, feito por Neusa das Dores do Centro de Informação e Documentação Coisa de Mulher, Zora Yonara, ativista lésbica, Soraya Menezes, presidente do ALEM – Associação Lésbica de Minas, Maria de Lourdes Alves Rodrigues, da Liga Brasileira de Lésbicas, e Marylucia Mesquita, do DIVAS e militante da LBL.


O seminário também priorizou alguns assuntos ligados à juventude e lesbianidade, religiões afro-descendentes, formas de comunicação entre lésbicas e bissexuais femininas e fatores de riscos entre lésbicas e bissexuais femininas. Esse último apresentado por Andréa Domânico.


O seminário, que na realidade comemorou 28 anos de ativismo de lésbicas no Brasil, também ressaltou e comemorou 10 anos da criação da ALEM – Associação Lésbica de Minas. Parabéns Soraya Menezes, pelos 10 anos de ALEM e, principalmente, por dedicar-se à batalha diária de dar visibilidade e politizar a causa lésbica e feminista. Optchá!

http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_especial_37.htm

on 14.08.2007 (5868 reads)
Alem


Precursora da Parada Gay, a Associação Lésbica de Minas Gerais celebra 10 anos de militância contra o preconceito

ROBERTA BORATO/ ESPECIAL PARA O TEMPO

Comemorando 28 anos de ativismo gay no Brasil e 10 anos da criação da Associação Lésbica de Minas (Alem), a presidente da entidade, Soraya Menezes, aborda, em entrevista a O TEMPO, os preconceitos, as vitórias e as dificuldades enfrentadas para defender uma causa. Ela, que aos 15 anos resolveu assumir-se homossexual, já foi sindicalista e hoje, aos 40, dedica-se exclusivamente à batalha diária de dar visibilidade e politizar a causa lésbica e feminista. Segundo Soraya, mais importante que receber a aceitação da sociedade é "conquistar o respeito da mesma".

Por isso, diz a dirigente, a Alem promove, na praça 7, às 12h de hoje - um dia antes da 10ª Parada do Orgulho GLBT de Belo Horizonte, manifestação que também tem sua gênese nas ações da entidade - a III Caminhada de Lésbicas e Bissexuais Femininas.

"Quando fizemos a primeira Parada, em 1998, contamos com aproximadamente 50 participantes e umas poucas lésbicas. Em 2006 a Parada contou com 100 mil participantes e as lésbicas, embora invisibilizadas por quase toda a mídia, estavam lá, engrossando a massa GLBT de Belo Horizonte. Nesse sentido, a Caminha de Lésbicas e Simpatizantes também vem se construindo ao longo desses três anos, embora não saibamos ainda quanto tempo será necessário para que, se não toda, a grande maioria das lésbicas esteja nas ruas exigindo respeito e reivindicando seus direitos", afirma Soraya.

O TEMPO - A Associação se considera feminista?
Soraya Menezes - A Alem é uma instituição que se pauta pelos princípios feministas porque acredita que só haverá uma sociedade melhor e mais justa a partir da eqüidade de gênero, e de serem respeitados os direitos fundamentais de todas as mulheres, independente de cor, raça, etnia e orientação sexual. Buscamos desconstruir a criação de guetos em torno da homossexualidade, que gera lucros e beneficiam uma elite, mas não gera igualdade de direitos. A Alem se define enquanto um grupo de lésbicas que luta incondicionalmente contra a violência de gênero que se assenta na desigualdade entre homens e mulheres.

Quais são os tipos de preconceito mais comuns contra as lésbicas?
É o praticado pelo pai e ou pela mãe que, ao tomar conhecimento da homossexualidade da filha, sente-se transtornado(a) e reage com hostilidade e rejeição. A lésbica, quando se assume, vivencia o preconceito no ambiente de trabalho, na escola, nas ruas, nos espaços públicos de uma forma geral.

Como a Alem age para tentar diminuir esse preconceito?
Desenvolvendo oficinas de formação para suas associadas, cujo objetivo é instrumentalizá-las para o enfrentamento à violência, ao preconceito e à discriminação. Realiza também atividades públicas para dar visibilidade às bandeiras de luta contra a violência, o preconceito, a discriminação e a invisibilidade lésbica. E mobiliza parlamentares para encaminhar leis que favoreçam a comunidade GLBT, além de buscar apoio nos movimentos sociais para fortalecer suas reivindicações.

A Alem recebe muitas denúncias?
Sempre. A mais freqüente é a praticada pelos shoppings, bares e restaurantes, que não toleram qualquer forma de expressão de afeto entre as lébicas dentro de seus espaços e, geralmente, agem com truculência, hostilidade, numa clara demonstração lesbofóbica e de descumprimento da Lei 14.170, que determina imposição de sanções a pessoa jurídica por discriminação praticada contra pessoa em virtude da orientação sexual. A Alem ajuda orientando o caso.

A associação recebe algum tipo de apoio ou patrocínio?
Sim, a Alem é atendida por organizações estrangeiras que financiam projetos para mulheres do Terceiro Mundo, como a Astraea e a Global Fund (norte-americanas) e a Mama Cash (holandesa).

Quais foram as principais batalhas que a associação já enfrentou?
As batalhas travadas pela Alem não cessam, pois têm a ver a própria existência da entidade. Às vezes é impossível articular determinadas parcerias principalmente com o setor privado que normalmente não quer seu nome vinculado à uma entidade de lésbicas. Tem ainda o enfrentamento com as igrejas, que sonham em "curar" as lésbicas. E há o Estado, que exclui os homossexuais dos (parcos) direitos garantidos aos heterossexuais, bem como as famílias que às vezes expulsam e agridem suas filhas, e as escolas que excluem as mulheres lésbicas. Enfim é uma batalha ferrenha contra toda a sociedade para defender sua "razão de ser": o direito de as lésbicas viverem sua sexualidade em paz e com dignidade.

AGENDA - III Caminhada de Lésbicas e Bissexuais Femininas, hoje, às 12h, na praça 7. Amanhã, a Alem estará com trio elétrico puxando a 10ª Parada do Orgulho GLBT de Belo Horizonte, com concentração na avenida Afonso Pena, às 11h. Mais informações na telefone 3273-7871 ou no site www.alem.org.br.

Publicado em: 21/07/2007
Fonte:http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=52222&busca=decana&busca=decana

on 27.07.2007 (1987 reads)

O Comando da 10ª Parada do Orgulho GLBT de Belô, composto pelas ONG's CELLOS-MG (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual), ALEM (Associação Lésbica de Minas Gerais) e ASSTRAV (Associação de Travestis e Transexuais de Minas Gerais), esclarece à imprensa e à população de Belo Horizonte sobre o ocorrido na tarde de domingo, 22 de Julho de 2007, durante a 10ª Parada do Orgulho GLBT de Belô.
A Parada do Orgulho GLBT de Belô é realizada há 10 anos na cidade de Belo Horizonte com o objetivo central de abrir o debate com a sociedade sobre as múltiplas formas de discriminação, preconceito e crimes que atingem Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, como forma de garantir a cidadania deste segmento.
Este ano a Parada sofreu imposições do Corpo de Bombeiros, que impediram a realização conforme planejamento inicial, prejudicando o andamento, a programação e a visibilidade do evento.
Ressaltamos que estas exigências foram apresentadas apenas dois dias úteis antes do evento. Na quinta-feira, dia 19/07/07, às 15h, foi exigido um "Projeto de Eventos Temporários", o qual foi prontamente providenciado pelo comando, que arcou com o pagamento do Engenheiro responsável pelo projeto. Na sexta-feira, às 17h, o Corpo de Bombeiros condicionou a realização da Parada, mediante o cumprimento das seguintes condições: 100 brigadiças para combater incêndios, 4 ambulâncias de urgência, 4 médicos, 8 enfermeiros e auxiliares de enfermagem.
Ressaltamos que ambulâncias do SAMU já estavam no local, mobilizadas através da coordenação municipal de DST/AIDS. A Drª Carmen Mazzilli, coordenadora de DST/AIDS do município de Belo Horizonte, havia se comprometido que as demais ambulâncias do SAMU atenderiam com prioridade, caso houvesse algum incidente. Mesmo assim, o Corpo de Bombeiro não aceitou que o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) se responsabilizasse pelo serviço de segurança do evento.
Sem o cumprimento destas exigências, a Parada não seria liberada, sob a justificativa de que o evento seria inseguro e acarretaria riscos aos participantes.
Neste sentido, consideramos esta atitude do Corpo de Bombeiros, além de injusta, uma forma de homofobia disfarçada na burocratização de procedimentos não declarados, mediante atitudes coercitivas. Listamos abaixo os argumentos que legitimam nosso posicionamento:


A história mostra que a Parada do Orgulho GLBT de Belô é um evento tranquilo e sem violências, uma vez não apresenta nenhum boletim de ocorrência;
O Comando de Organização se reúne desde março dando todos os encaminhamentos necessários para que o evento fosse grandioso e cumprisse todos os itens para seu licenciamento;
O evento teve o apoio politico e financeiro dos seguintes órgãos: Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de DST/AIDS; Coordenação Estadual de DST/AIDS; Coordenação Municipal de DST/AIDS; Secretária Municipal Adjunta de Direitos e Cidadania; BELOTUR; Fundação Municipal de Cultura; Conselho Regional de Psicologia; e Regional Centro Sul;
O Comando da 10º Parada esteve reunido com a COMOVEC (Comissão de Monitoramento da Violência nos Eventos Esportivos e Culturais) no dia 10 de julho de 2007 de 9h às 12h, onde houve a discussão sobre a Parada. Nesta ocasião os representantes do Corpo de Bombeiro não apresentaram estas exigências e se manifestarem somente sobre a vistoria dos trios elétricos, seguindo o procedimento de todos os anos anteriores.
O Corpo de Bombeiro não aceitou o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) serviço de urgência e emergência referência no Brasil.
As negociações com os dois Tenentes Coronéis foram momentos tensos , já que estes utilizaram de ameaças constantes aos representantes do Comando da 10º Parada. Entre as ameças, acionar a impressa para desmobilizar o evento, o Comando não cumprisse as exigências por eles colocadas de última hora.
Um dos atos concretos de burocratização, por parte do Corpo de Bombeiros, foi fazer Luiz Schalcher, um dos diretores do CELLOS-MG, assinar um Boletim de Ocorrência, para que se liberasse a utilização de microfones e aparelhagem de som, durante a concentração da Parada, tolindo assim, a comunicação dos organizadores com os participantes do evento, que foram privados do repasse de informações. Tal atitude é arbitrária e intransigente, pois todos os alvarás foram liberados pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da Regional Centro Sul, não sendo, portanto, competência do Corpo de Bombeiros liberar ou não o uso de equipamento de som.
Durante estas negociações estiveram presentes os seguintes representantes: Ministério da Saúde, Coordenação Municipal e Estadual de DST/AIDS, o Secretário Municipal de Direitos Humanos, Nilton Pereira, quatro vereadoras, Neusa Santos, líder da bancada do PT, representando legalmente o Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, Neila Batista (PT), Luzia Ferreira (PPS), Sílvia Helena (PPS), representates da BELOTUR e da Regional Centro Sul, além vários militantes do movimento GLBT de todo o Brasil, e mesmo assim o Corpo de Bombeiros se mostrou avesso a qualquer negociação.


Atitudes como esta, colocam a capital mineira na contra-mão da luta pelos direitos GLBT no Brasil, comprometendo assim a efetivação dos princípios da cidadania deste segmento, bem como a luta pelos direitos humanos e a garantia da laicidade do Estado.
Mesmo com toda a intransigência e homofobia institucional velada do Corpo de Bombeiros, graças a garra e a força da militância, a 10 a Parada do Orgulho GLBT de Belô aconteceu e ainda realizou um belo ato de resistência à intolerância. Embora a mídia não tenha dado a devida cobertura, mais de cem mil cidadãs e cidadãos entoaram o hino nacional, sem nenhum recurso técnico. Militantes do CELLOS fecharam as ruas garantindo a segurança para que as militantes da ALÉM (Associação Lésbica de Minas Gerais), acompanhadas por milhares de pessoas, levassem nossa bandeira de 50 metros pela Rua da Bahia até o Palácio da Liberdade, onde realizaram um ato de protesto.
Durante este ato, as negociações continuaram e por volta das 19 horas a militância e os apoiadores conseguiram autorização do Corpo de Bombeiros para liberar os trios elétricos. Tal liberação só confirma que o impedimento da Parada não estava baseado em questões legais de segurança, mas fundamentado em questões políticas, já que as condições só foram aceitas após a efetivação do protesto em frente ao Palácio da Liberdade.
A militância GLBT nacional, em especial a de Belo Horizonte, demonstrou união e solidariedade, garantindo o poder político dos valorosos militantes e a realização da 10ª Parada do Orgulho GLBT de Belô. Este fato deve entrar para a história da luta pelos direitos GLBT nacional, pois demarca a perspectiva de que as Paradas não se resumem a festas pontuais, mas são, antes de tudo, manifestações políticas de resistência e enfrentamento do preconceito.
A grande vitória desta Parada, além de ter acontecido pela força e união da militância e da sociedade civil, foi realizar o mais belo e político Ato GLBT dos últimos tempos. Estes esforços mobilizaram a comunidade GLBT e a sociedade civil, sinalizando a necessidade de lutar pela aprovação do PLC-122/06, pois durante todo o dia foram realizadas falas que conscientizavam e chamavam os presentes para entrarem na luta e na mobilização pela aprovação do PLC-122/06.
Tal atitude dos bombeiros, foi um exemplo da homofobia institucionalizada que precisamos combater a todo instante. Isto mostra que a luta pela aprovação do PLC 122/06 não será fácil. É fundamental conhecermo a heterogeneidade do Estado, pois apesar de termos tido apoio político e financeiro de muitos órgãos públicos, setores conservadores estão a todo tempo atuando contra a criminalização da homofobia.
O movimento GLBT sai deste processo fortalecido e com uma profunda sensação de vitória e reconhece a público todos os setores comprometidos com a luta pelos direitos GLBT que estiveram juntos conosco na linha de frente desta luta, para que a Parada se concretizasse.
A 10a Parada do Orgulho GLBT de Belô entra para história de Belo Horizonte como a maior manifestação política de resistência e garantia de cidadania, jamais feita nesta cidade.




Viva o movimento GLBT de Belo Horizonte!
Viva o movimento GLBT Brasileiro!
Viva o luta pelo direitos e cidadania GLBT!
Pela Aprovação do PLC-122/06!

on 3.07.2007 (1296 reads)


Você, que é mulher por dádiva, lésbica por amor, é nossa convidada de honra, para participar ativamente dos momentos de trabalho que se iniciam neste mês no ano de 2007.

Venha para os bastidores desta festa de visibilidade lésbica. Contribua com sua criatividade, com sua força e seu amor a esta causa.

Ajude a construir as bases sólidas de uma visibilidade real e sem rótulos, de cidadãs que têm o respeito, por sua própria conquista.

Faça parte dessa trégua de lutas, sendo um elo que, através deste ideal, fortalece uma sociedade mais igualitária, justa e com menor grau de discriminação. Contribuindo para a transformação de uma consciência geral, mostrando que somos únicas, diferentes em nossa essência.

Participe!


Toda quinta-feira, às 19 h vamos distribuir, na sede da ALEM, todas as tarefas para o voluntariado.

Contamos com sua presença, que fará toda a diferença no brilho e no carisma desse momento que é nosso.

Paz e luz!.


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